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26.05.26 às 7:00
Inovação brasileira faz florestas dar dinheiro, mensalmente
Como a primeira execução contínua e bem-sucedida de pagamento por serviços ambientais no país pode levar recursos diretamente aos guardiões da floresta
Inovação brasileira faz florestas dar dinheiro, mensalmente

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Temos algo a celebrar! De verdade! Mas antes de eu contar o que aconteceu de tão extraordinário, vamos colocar algum contexto nesta conversa.

Parar o desmatamento e regenerar os ecossistemas que estão degradados é crítico para o futuro de nossa economia, tanto do ponto de vista da estabilização do clima quanto para nossa segurança hídrica nas áreas rurais e urbanas, entre outros aspectos.

Um dos maiores desafios dos últimos cinquenta anos é entender como pagamos pelos serviços que oferecem os que mantem florestas em pé ou que se propõe a regenerá-las. Essa resposta é importante porque, hoje ainda é mais fácil ganhar dinheiro substituindo a floresta rica e biodiversa por atividades econômicas variadas, do que conservando-as. Assim, parar o desmatamento no Brasil é um grande desafio, e de dimensões continentais.

Mas, e se encontrássemos uma forma que não fosse cara de monitorar estas áreas com florestas – grandes e pequenas – com enorme precisão, digitalmente, e pudéssemos conectar esta informação com um pagamento automático mensal para quem conserva? Sem burocracia, sem editais, sem intermediários? Sim, poderíamos virar este jogo.

Foi isso mesmo que aconteceu há algumas semanas. Conforme relatado pela empresa 6Bios, aconteceu a primeira execução contínua e bem-sucedida de pagamento por serviços ambientais no país, utilizando tecnologia digital de alta precisão acoplada à uma plataforma de pagamentos.

A plataforma conectou, pela primeira vez, todos os elos desta cadeia em um sistema integrado e autônomo: o patrocinador (uma empresa), os protetores ambientais (guardiões das áreas conservadas) e a tecnologia de verificação da 6Bios. O resultado é um fluxo que dispensa qualquer ação humana para fazer com que o dinheiro chegue mensalmente na conta bancária dos guardiões.

Você entendeu corretamente. Mensalmente. O que significa monitoramento contínuo. Mas, para isso acontecer, a mensuração do estado de preservação precisa estar registrada detalhadamente, inquestionavelmente, por tecnologia que utiliza imagens de dezenas de satélites em tempo real. E isso já é possível, com tecnologia brasileira. Essa inovação pode levar recursos diretamente aos guardiões, que podem ser grandes ou pequenos proprietários, comunidades tradicionais, ou ainda municípios, que mantêm a vegetação nativa em pé.

Segundo o relato publicado, para a empresa – patrocinadora do projeto – o benefício vai além da responsabilidade socioambiental. Ao patrocinar a proteção destas áreas, passa a ter acesso aos créditos de carbono premium gerados pela 6BIOS por meio da sua metodologia, com certificação que conta com alta precisão, documentada em blockchain. Ou seja, auditável.

Com esse evento que passou meio desapercebido pela mídia e especialistas, tudo indica que iniciamos a era do pagamento automático por serviços ambientais utilizando metodologia de altíssima precisão, digital, utilizando tecnologia de ponta, nos livrando de processos longos, caros e fáceis de fraudar. Vamos acompanhar de perto esta novidade.

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